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girl on film

11
Nov11

The Ides of March (2011) por Sofia

sofia
[talvez contenha spoiler]

Alguém por aqui já reflectiu sobre o título do filme em causa? 
Provavelmente não, eu é que reparo nestas coisas esquisitas. Os Idos foi uma espécie de contagem cronologica que os romanos - esse povo inventivo da antiguidade clássica - criaram para dividir os meses. Os Idos decorrem no décimo terceiro ou no décimo quinto dia do mês - no primeiro dia da Lua Cheia (depois ainda existem as calendas e as nonas). O que é que isto tem a ver com o filme? Tudo, porque os Idos de Março ficaram registados na história, por ser a data em que Júlio César foi assassinado (a 44 a.C). 
Continuam na mesma, não é? Mas vão continuar assim, porque eu não vou contar tudo!




Enquadramento ao filme: 
Todos (mesmo os mais distraídos) sabem que o sistema eleitoral americano não é fácil de entender. Nos Estados Unidos da América existe uma votação a que se dá o nome de eleições "primárias". Estas são eleições internas, ou seja dentro de um partido político (militantes) que permitem nomear um candidato a uma eleição futura. E é este o mote do filme. 

O filme:
Não quero desvendar muito, porque considero ser um filme A VER e portanto, não chega ler "resumos".



Republicanos versus Democratas em Ohio. A escolha do estado "cenário" foi uma jogada inteligente de George Clonney. Ohio é politicamente um desafio, pois não é dominado politicamente por nenhum dos partidos. Os republicanos votam em democratas e os democratas votam em republicanos.
Os 5 primeiros minutos do filme são especiais e mostram porque é que é que Ryan Gosling é um dos melhores actores da actualidade e fica justificado porque é que George Clooney o escolheu. O filme foca-se nos bastidores da política, naqueles que preparam discursos, estratégias, itinerários. Aqueles que definem como o candidato deve agir, mover-se, até pensar. Aborda os profissionais da política - aqueles que estão na sombra dos políticos - os "casados com a campanha".




No meio de intensos momentos e diálogos, percebemos as diferenças entre objectivos e países. Nos EUA, os discursos dos políticos abordam o petróleo, a pena de morte, as guerras, a tecnologia, o ambiente. A Constituição é a religião da nação e está em causa liderar não só o país, mas o mundo. O filme é feito de momentos, e o mestre é superado pelo súbdito, recheado por excelentes personagens secundárias - interpretadas por Paul Giamatti, Philip Seymour Hoffman, Marisa Tomei Evan Rachel Wood
Fantástico retrato de como em política o mais importante é a lealdade e como nem sempre, tudo o que parece é. Ficamos com a certeza de que os políticos, são homens e no fim do filme vão perceber a importância da "morte de Júlio César" e dos Idos de Março. 




"When we make a mistake, we lose the right to play"

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