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01
Dez14

The Hunger Games: Mockingjay - Part 1 | Francis Lawrence. 2014

Título em Portugal: The Hunger Games: A Revolta - Parte 1
Data de estreia: 20.11.2014



Não gostei dos anteriores, mas odiei este. Os primeiros 30 minutos do filme são tão aborrecidos e sofríveis que quase fiquei com hemorróidas dado o desconforto que o meu rabo sentiu na cadeira do cinema. Felizmente, o problema anal não aconteceu, mas a coluna mostrou o seu desagrado.  

Tudo no filme é fraco e repetitivo. Continuam o desfile de metáforas em torno de uma democracia utópica mas que usa os mesmos métodos do regime ditatorial de forma mais fofinha. É mais uma vez uma ode ao sindicalismo, à luta contra os regimes totalitários, escravatura e prepotências afins. Nada de novo. 

Toda esta base política e histórica do filme até podia ser interessante se não fosse feito para menores e se não recorresse constantemente ao beicinho e caretas de Jennifer Lawrence que aparentemente pretendem ser sérias, mas que só me dão vontade de rir (o que não parece ser um bom sintoma). É um filme extremamente infantil e a actriz principal – que já mostrou ser competente, adulta e dada à pornografia caseira – perde-se num argumento que em nada beneficia a sua carreira. 






















Os pontos forte deste Hunger Games continuam a ser as personagens secundárias – Woody Harrelson, Philip Seymour Hoffman, Donald Sutherland, Elizabeth Banks e a adição de Julianne Moore

Até aquela que era uma das coisas que mais apreciava nesta saga – a maquilhagem e guarda-roupa – são nesta primeira parte de Mockingjay, quase inexistentes. 

Nada acontece. Os conflitos bélicos são omnipresentes e a lamechice traumática é aprofundada até à exaustão. A ideia de dividir um filme em duas partes não beneficiou em nada esta primeira parte. São duas horas de preliminares sem direito a sexo oral. 

É uma primeira parte feita para dois tipos de fãs obcecados: 
a) Os fãs que leram os livros e que sabem tudo e mais alguma coisa sobre a saga. Aquele tipo de fãs que adora tudo o que é feito sobre o tema porque venera os livros, a história, os personagens;
b) Os fãs de Jennifer Lawrence, que acham que a actriz é o máximo e que tem imensa piada. Que é sempre super cute e que tem sempre imenso jeito a cair em cerimónias de entrega de prémios. 
Somente estas suas classes de seres humanos podem encontrar algum consolo neste fraco filme de Francis Lawrence.

Termino esta minha opinião com a menção às 3 coisas que mais me irritaram no filme:
- A cantoria de Jeniffer Lawrence foi o pior momento do filme. Era um momento para levar a sério? Não percebi. Eu ri;
- O look da Natalie Dormer que parece digno de uma guerreira selvagem, capaz de matar homens de 2 metros e 150 quilos à dentada , é desperdiçado na personagem de uma realizadora;
- A tradução livre de Mockingjay para “mimo-gaio” é patética.

Para terminar, The Hunger Games: Mockingjay - Part 1 é de forma resumida:  duas horas de nada. 

Spoiler: não há Sam Claflin em tronco nu. Nem isso. 

Nota:



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