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girl on film

13
Set11

Rise of the Planet of the Apes (2011) por Sofia

sofia
Contém spoilers (mais ou menos)

Ultimamente evito ler críticas e notícias tendenciosas - seja para o bem, seja para o mal, sobre determinados filmes. Procurei ir ver o filme, com a mínima informação possível, sendo que as únicas coisas que vi foram os trailer (dos melhores que se tem feito ultimamente) e os posters.
Não conheço a obra literária por detrás do filme e não sou propriamente fã de ficção científica e assim sendo,  peço desculpa antecipadamente àqueles que acharem que o que vou escrever é terrivelmente parvo e dispensável.




Questiono: é o Rise of the Planet of the Apes ficção científica? 
  • É ficção científica a luta incessante, despesista, arrogante, torturadora, manipuladora  e capitalista que as indústrias farmacêuticas enveredam na busca do medicamento supostamente perfeito ?
  • É ficção científica a propagação de vírus criados em laboratório?
  • É ficção científica a eterna mania que o ser humano tem em denominar-se o "ser superior"?
  • É ficção científica o desrespeito e a intolerância para com a doença e por aqueles que são diferentes da normalidade vigente?
  • É ficção científica ver primatas a demonstrarem inteligência, capacidades de raciocínio, sentimentos e domínio na língua gestual?





E acrescento: Luta de classes? Acesso a direitos básicos? Respeito? Liberdade? 
Somos nós - homo sapiens sapiens - membros do ramo de primatas que foi brindado pelo processo de hominizacao, superiores? Seres evoluídos física e mentalmente ?
Tenho dúvidas.
Talvez o facto de ter estudado a hominização me faça ter algumas inquietações. Tento ter sempre presente a ideia de que os nossos antepassados primatas não inventaram o fogo, aprenderam a manusea-lo, criaram os bifaces e pintaram nas paredes das grutas, as primeiras representações artísticas da História. Convém ter igualmente "a fresco" na memória: selecção natural, a lei do mais forte, etc. - o evolucionismo. 




O filme é competente, bons efeitos especiais, um César extraordinário. Um James Franco suficiente, John Lithgow num bom registo e Freida Pinto, linda de morrer. Mas César é o centro das atenções - nele vi um líder sindical, um chefe de estado, o responsável por uma empresa de sucesso, um líder espiritual e um intérprete de língua gestual.

Até hoje sempre tinha tido o sonho utópico de ter um macaco em casa. Mudei de ideias. Não por receios físicos, mas por medos intelectuais. 


Contacto

Sofia Santos: agirlonfilm@sapo.pt // blog.girl.on.film@gmail.com

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