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25
Abr18

Opinião ▪ Pacific Rim: Uprising | Steven S. DeKnight. 2018

sofia

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Se há coisa que os filmes de Guillermo del Toro têm, é a existência de uma sensação de carinho e de sensibilidade no trabalho do realizador. Apesar de Pacific Rim não ser uma obra de arte, há que reconhecer que del Toro fez um filme por gosto e sobretudo com respeito pela cultura e folclore japonês. 

O realizador mexicano abandonou o projecto e o segundo capítulo de Pacific Rim foi assinado por Steven S. DeKnight e com esta passagem de chefia, o pouco encanto que o primeiro filme tinha, extinguiu-se. Nem o espírito de referência ou respeito para com a cultura japonesa está presente. Uprising é uma espécie de filme povoado por Transformers travestidos e pouco mais. 

 

Anos após os eventos do primeiro filme, algumas cidades foram reconstruidas, enquanto outras se transformam em palcos de violência e ambientes sem lei, onde a sobrevivência é construída através de contrabando. 

 

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John Boyega é o rebelde e aventuroso Jake Pentecost, um piloto Jaeger  (os robôs gigantes) promissor, cujo lendário pai deu a vida para garantir a vitória da humanidade contra os monstruosos Kaijus. Com a morte do pai, Jake abandona a sua formação e dedica-se ao crime. Mas quando se antecipa uma ameaça ainda maior do que a do passado, o jovem recebe a hipótese de viver de acordo com o legado do seu pai (interpretado no filme de 2013 por Idris Elba). A irmã, Mako Mori (Rinko Kikuchi) - está no comando de uma nova geração de pilotos que cresceram na sombra da guerra. A Jake junta-se Lambert (Scott Eastwood) e a jovem Amara Namani (a estreante Cailee Spaeny). É esta, parte da equipa que levará a cabo uma nova aventura contra vários tipos de monstros. 

Pelo meio, há uma empresa chinesa, liderada por Liwen Shao (Tian Jing) que desenvolveu uma série de Jaegers, que tornarão obsoletos gigantes do passado. No coração deste avanço tecnológico está uma das personagens principais do filme original, o cientista Newton Geiszler (Charlie Day), que na verdade é o vilão do filme. 

 

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John Boyega lidera um elenco banal de jovens actores que devem enfrentar os ataques futuros com bravura e convicção mas que são invisíveis ao longo do filme. O Jake Pentecost de Boyega tem alguma profundidade e carisma e consegue, em alguns momentos ser acompanhado pela personagem interpretada por Namani. 

Quanto ao filho de Clint Eastwood, Scott, foi encaixado no elenco para servir de apoio / suporte para a Boyega mas pouca magia acontece. Eastwood é bonito, o que pode ser considerada a única razão para fazer parte do filme. Rinko Kikuchi, a primeira japonesa a ser nomeada para um Oscar (com Babel), tem uma presença absolutamente inexistente. E quanto ao vilão escolhido, nem há palavras. 

Para um fã do trabalho de Guillermo del Toro, esta sequência é uma decepção. Se o filme original tinha problemas, esta segunda parte ainda os acentua mais. Numa tentativa de transformar certas partes do filme em aventuras mais recheadas de emoções humanas e mais animado, DeKnight criou um filme que carece de inteligência e sobretudo de imaginação. 

 

Titulo nacional: Batalha do Pacífico: A Revolta

Data de estreia: 05.Abril.2018

 

Trailer:

 

 

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