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girl on film

01
Nov11

Boss

sofia
por Sofia;

Na minha opinião, Boss é a maior surpresa (pela positiva) da temporada 2011/2012 de séries norte-americanas.
Kelsey Grammer habituou-nos a um registo cómico, tão bem representado em Cheers ou Frasier, mas também foi Beast (X-Men 3), foi o general Partridge, etc. Com a sua voz poderosa, parece-me que tal como Glenn Close em Damages, Grammer vai fazer com que a televisão se eleve, e que cada vez mais as interpretações de actores em séries televisivas igualem ou superem as interpretações cinematográficas de alguns dos actores mais badalados da actualidade.



Como tinha saudade de uma boa série política - The West Wing, foi e é marcante para a história da televisão, mas parece-me que esta série terá igualmente algo a dizer.
O canal Starz está mais uma vez de parabéns. A aposta é singular e perigosa de manter no ar - sobretudo pelos assuntos delicados e controversos que aborda.
Não quero adiantar muito sobre a série. De facto, não é para todos os públicos, aborda política, o sistema eleitoral americano, a lúxuria, a corrupção, a ausência de escrúpulos, a doença e é sobretudo uma crítica feroz ao uso de "aparências".

O cenário - a cidade de Chicago. Aborda de forma sublime a questão das etnias tão importantes na cidade em causa, os problemas sociais e os problemas políticos inerentes a esta diversidade. Para os curiosos no assunto - Chicago é governada por um prefeito, tem um tesoureiro próprio e existe um conselho municipal, que é constituído por um representante de cada uma das 50 zonas da cidade.
E para que percebam melhor esta peculiaridade da cidade fiquem com números dos censos de 2000:

- 41,97% (dos habitantes da cidade) são caucasianos
- 36,77% afro-americanos
- 26,02% hispânicos
- 0,36% nativos americanos
- 4,35% asiáticos,
- 0,06% nativos polinésios
- 13,58% são de outras etnias
Agora imaginem todo este enredo numa exímia série de televisão. 5 estrelas e bem recheadas. Mais que recomendado...


E termino com uma citação de Winston Churchill"A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes."


Nota: As estatísticas aqui apresentadas podem não ser as correctas - tendo em conta que o sitio web de onde as tirei não prima por credibilidade, mas podem visitar o site oficial dos Censos americanos - aqui.

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